SBrazNews/Saúde: Campanha “Hepatite C - Quebre o Silêncio” vai realizar testes gratuitos entre os dias 11 a 14 de novembro, na Rodoviária de Salvador

Para incentivar o diagnóstico precoce da hepatite C, a Campanha “Hepatite C - Quebre o Silêncio” vai realizar testes rápidos gratuitos entre os dias 11 a 14 de novembro, na Rodoviária de Salvador. O resultado sai em apenas 10 minutos.

Equipes especializadas estão preparadas para fazer o teste em pessoas entre 35 e 65 anos, e que apresentem fatores de risco para a doença, por exemplo, aquelas que receberam uma transfusão de sangue ou similares antes de 1993, fizeram alguma cirurgia de grande porte ou tratamento para problemas renais, como hemodiálise, profissionais da saúde e usuários de drogas.

A faixa etária também é fator importante para realização do teste. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle de Doenças recomenda que nascidos entre 1945 e 1965 façam o teste de detecção, pois nessa faixa há maior prevalência de infectados. 

A hepatite C representa a principal causa de transplantes de fígado no país. Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os vírus das hepatites B ou C – um índice 10 vezes maior do que o número de portadores do HIV/Aids. O objetivo da campanha é “quebrar o silêncio” de uma doença que pode ficar até 20 anos no organismo sem se manifestar e contribuir para o rastreamento da infecção – um grande desafio da área de saúde pública no Brasil.

A doença

O vírus HCV, causador da hepatite C, é transmitido pelo contato com sangue contaminado. As formas mais comuns de contágio são o uso de agulhas e seringas compartilhadas e a manipulação de materiais contaminados que cortem ou perfurem a pele, como lâminas, bisturis e alicates.

Cerca de 90% dos infectados só descobrem a doença quando o problema já está muito avançado. No Brasil, estimativas mostram que há aproximadamente 3 milhões de pessoas infectadas, cerca de metade delas não sabe que é portadora do vírus.

Fatores de risco

Usuários e ex-usuários de drogas que compartilhavam agulhas ou instrumentos para uso de drogas inalatórias, ex-atletas que dividiam medicamentos com seus companheiros (como injeções de energéticos, vitaminas e outros), têm maiores chances de estarem com o vírus da hepatite C.

Além disso, todas as pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1993, inclusive transplantados, podem estar infectadas. Antes dessa data, não era possível se detectar o vírus da hepatite C no sangue das doações. 

Quanto mais precoce for o diagnóstico dos pacientes com hepatite C, maiores são as chances de cura com o tratamento adequado. Cerca de 20% dos infectados eliminam o vírus espontaneamente. Entre os 80% restantes, cerca de dois terços podem se recuperar se tratados corretamente.

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Como diagnosticar e tratar a doença...
  


Fatores de risco da Hepatite C




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